brazilyellowpages.com

Google

[Under Construction]

BRAZILIAN PRODUCTS

TRADUÇÕES JURAMENTADAS

PASSAGENS

MEDICAL INFORMATION

IMPORTERS

INTERNET

JOBS

MYSPACE

WEB HOSTING

CIFRAS MUSICAIS

REAL ESTATE

ARTICLES

COFFEE

MORTGAGES

AUTO RACING

RECEITAS

EXPORTERS

PERSONAL FINANCE

CREDIT ISSUES

 TRAVEL

ARTIGOS

CRÔNICAS

FUTEBOL

 

OUTROS ARTIGOS CLIQUE AQUI

Não se esqueça de visitar meu blog CLIQUE AQUI

QUANDO OS HUMORISTAS AMARGAM

Por Carlos de Paula

 

Dura é a vida dos palhaços, pois têm que fazer rir no picadeiro quando estão chorando por dentro. Similarmente, dura é a vida dos humoristas, que ficam o resto da vida estereotipados com a persona de outrora. Quer dizer, se quiserem mudar de ramo, pois para alguns, como Dercy Gonçalves, isso é lucro.

 

Por que me consta que o Costinha morreu humorista, e feliz por sê-lo. Era o que fazia bem, e imagino que não estivesse muito disposto a debater filologia com o Antonio Houaiss ou economia com o Delfim Netto. Quem sabe era até bom um filólogo de botequim, ou um bom financista de banheiro. Mas escolheu morrer com a dignidade daqueles que sabem que deram o melhor de si numa área específica.

 

Na mídia americana, vira e mexe tenho o desprazer de me deparar com Janine Garofalo e Al Franken. Ambos fizeram carreira no humorístico Saturday Night Live, que revolucionou o conceito de humor nos EUA. Franken fez parte de um dos primeiros elencos, já Janine entrou no show nos anos 90.  Eram engraçados os dois. Lembro-me de Franken fazendo um hilário skit sobre um palestrante motivacional com óbvios problemas de auto-estima, além de língua presa. Já Janine, às vezes era a straight woman, mas freqüentemente soltava a franga e fazia de tudo para arrancar uns risos da platéia.

 

Na sua segunda idade, ambos resolveram tornar-se pessoas sérias, falando sobre assuntos sérios, para platéias sérias. Querendo ser levados a sério. S-É-R-I-O .

 

Não sei o que é mais patético: um candidato a presidente americano com zero de carisma, dançando desajeitadamente em um dos seus comícios para deleite do mundo(quem sabe por isso perdeu as eleições) ou uma pessoa que passou grande parte da vida fazendo palhaçadas, de repente se tornar um poço da amarga seriedade.   

 

Não que os palhaços ou humoristas não tenham direito a opinar sobre assuntos sérios. Ou candidatos a presidente a dançar no recôndito da sua privacidade. O que acho incrível é a mudança tão radical de comportamento, abusando da sua ex-celebridade cômica e forçando à goela do mundo abaixo uma dispensável e azeda persona. 

 

Franken ainda faz uma piadinha de vez em quando, mas Janine...Acho que a mulher não ri há uns dez anos. Nem se fizer cócegas no sovaco. Para piorar, os dois têm a irritante tendência de argumentar por avacalhação.  Quem não pensar que nem eles é burro. Ponto final. O vulgo "a melhor defesa é o ataque". Raciocínio se combate com raciocínio, não com achincalhação.

 

No Brasil nós temos o nosso Franken e Garofalo. Sim. Advinhou. Temos o Bonzão. A outrora engraçada Norminha, mordomo Gordon, etc., que resolveu virar o Johnny Carson da Terra Brasilis.

 

Confesso que nunca fui grande fã do Bonzão. Não o apreciava quando era criança, tampouco como adulto. Sempre o achei um veritable chato de galocha. Confesso, entretanto, que gostei de um livro seu, e que não li o último. E confesso que nas poucas vezes que vi a sua versão do Tonight Show, sempre me irritei com o tratamento satírico dispensado às pessoas mais humildes, e a tietagem com as pessoas do seu meio, os artistas de sucesso. Ou então quando quer mostrar o seu domínio de outros idiomas. Pior, quando toca um instrumento musical, seja qual for: arghhhhhh. Em suma, o Bonzão não parece ser uma pessoa muito simpática, nem parece que foi um humorista um dia.

 

Mas veio o dia do Bonzão. E como veio. O caçador virou caça e o pessoal do Pânico resolveu dar uma oportunidade do Bonzão de ser realmente...Bonzão. A falta de humor em uma pessoa que passou anos fazendo os outros rirem é algo espantoso.  E o Bonzão só capitulou, relutantemente, quando foi encurralado pelos heróicos Panicenses enquanto autografava seus livros em uma livraria. Sem rir, com a mesma cara de muitos dos objetos do seu azedo sarcasmo...

 

  

 

Send mail to carlosdepaula@mindspring.com with questions or comments about this web site.
Last modified: October 15, 2007